17 respostas para Diálogo 1 – Quanto vale um arranhão?

  1. Mais que emergente essa sua preocupação quanto a conservação de peliculas, Ana. Bacana seu texto.

    Fiquei muuuito curioso para saber mais sobre este procedimento de “escanear” negatico com a própria câmera que vc diz ter visto na Fundaj. Como é isso mesmo?!

    • 7 Fotografia disse:

      Oi Damião!

      É o seguinte: é possível comprar uma lightbox – que já venha com o espaço para posicionar o negativo, a câmera e tenha uma luz que vai ser acionada no momento do clique – ou você pode construir a sua própria lightbox. Estou buscando modelos, marcas ou tutoriais de como construir essa ferramenta preciosa e assim que tiver dicas mais organizadas em mãos eu divido aqui no blog. Tudo bem?

  2. cdomingues disse:

    Ana, lindo projeto! Espero que o “7” se torne referência de diálogo entre os fotógrafos e renda muitos frutos. Precisamos muito desses espaços de discussões abertos!

    Quanto aos negativos escaneados, aqui em Porto Alegre o problema é semelhante. Pessoas pouco capacitadas (quando há quem faça o serviço) e não raramente meros funcionários sem qualquer vínculo com a fotografia…

  3. Domingos Luna disse:

    Ana,

    Bastante pertinente o seu texto, mas talvez tenhamos ai uma questão de ponto de referência, o que se paga a mais não é o luxo de se ter cuidado, talvez, o que pagamos de menos é o desconto dado pelo descuído.

    Abraços e sucesso pelo blog

    • Ana Lira disse:

      Domingos

      Eu pensei a respeito disso, mas não acho que o preço baixo é pelo descuido – porque o descuido está quase generalizado, mas os preços baixos nem tanto. De qualquer forma é um bom ponto de vista, embora eu ache que cobrar 5x mais pelo cuidado é muito (comparando os preços médios (40,00) e os mais caros (240,00) que encontramos). Ao invés de ser um incentivo para os fotógrafos digitalizarem seus acervos, acaba sendo um desestímulo, porque a gente sabe o quanto a maioria dos fotógrafos ganha e sabe que o valor não é acessível.

  4. Acho que isso vale uma boa pergunta pro Diogo Ramos, do Fotografia DG:

    Como proceder no caso de danos em matrizes por parte de laboratórios?

    • Diogo Ramos disse:

      Olá pessoal!

      Agradeço ao Alexandre por me indicar o site (não apenas por este artigo, mas pelo todo, gostei muito) e me chamar para este debate.

      Em geral, todas essas empresas prestadoras de serviço possuem um regimento, ou então um contrato de adesão (aquele que nós clicamos em “Concordo” sem antes efetivamete ler) e quem, em tese, deve possuir uma cláusula que verse a respeito de ressarcimento para danos ocasionados por transporte ou manuseio. Levando em consideração o valor do serviço prestado e a extrema importância que possuem as matizes, a melhor recomendação é que se estabeleçam dois contratos expressos: um com a prestadora do serviço de digitalização e outro com a empresa de transporte. Neste quesito as empresas de transporte são mais organizadas e normalmente possuem os tais contratos de adesão e também possuem seguro de carga durante o transporte. No caso da prestadora o caso é mais delicado. Por este motivo, é imperioso que se exija um contrato estabelecendo a responsabilidade sobre a integridade das matrizes, que na minha humilde opinião são revestidas de caráter de uma obra de arte. No caso de danos não há outro recurso senão impetrar um pedido de reparação de danos materiais (e morais, no meu entendimento). Abraços!!

      • Ana Lira disse:

        Caro Diogo,

        Eu acho a sua intervenção de extrema importância para este debate. Agradecemos bastante a sua contribuição. O compromisso “de boca”, pelo telefone ou ao vivo, ainda acaba sendo o mais efetivado nestes casos.

        Precisamos mesmo refletir sobre os nossos deveres e direitos, entender como proceder em casos de danos, e, principalmente, se preparar para evitar o máximo possível que isso ocorra.

        Contribuições como as suas são fundamentais para ajudar tanto a nós quanto os leitores do site a ter uma visão mais ampla do assunto.

        Agradeço muito!
        Ana

      • joanafpires disse:

        Diogo, seja sempre bem-vindo ao nosso blog. As contribuições de vocês é que fazem as nossas conversas renderem. Ficamos ainda mais empolgadas quando vemos essas participações. Fiquei pensando bastante sobre essa coisa do contrato de adesão – “aquele que nós clicamos em “Concordo” sem antes efetivamete ler” – acho que o descuido já começa aí mesmo. Realmente, hoje mais do que nunca, um contrato é fundamental, mesmo que depois ele só sirva pra remediar.

  5. Pingback: Framed Life » Blog Archive » Arranhão não tem preço -

  6. Ana Lira disse:

    É bacana quando os nossos pensamentos se conectam com o de outras pessoas: http://www.framedlife.com.br/2011/02/04/navegantes-2007/

  7. edmar melo disse:

    Essa onda de que o photoshop salva tudo, é uma sacanagem com essência da fotografia.
    Guardar, isso mesmo, guardar o momento, o instante “mágico” não seria a base de tudo o que fazemos com uma camera na mão? E como podemos nos render a um mecanismo moderno como salvador da pátria? É muito triste quando se perde uma imagem e pior quando os outros perdem nossa imagem.
    E viva a fotografia moderna!!!
    Ah! Parabéns a mais um espaço inteligente de conhecimento e discussão do nosso ofício. Valeu meninas!!!

  8. Bella disse:

    Gente, antes de tudo, obrigada pela participação no nosso blog. Ele é de todos nós. O mais interessante do que acontece no Sete é que somos pessoas diferentes, com idéias diferentes.

    Eu concordo com Aninha que o fato de existir o Photoshop não serve de justificativa para o descaso no manuseio das matrizes analógicas. É um absurdo e devemos, sim, brigar contra isso. Porém, acho que o programa serve como uma solução: já que arranhou, devemos, sim, agradecer por existirem programas digitais que suavizam nosso prejuízo.

    Discordo de Edmar quando tentamos trazer uma idéia de “essência da fotografia”. A fotografia é viva e acho complicado tentarmos definir a essência de algo tão fluido. O tal “instante mágico” continua registrado, seja numa película, seja nas informações eletrônicas geradas após a estimulação de um sensor. Não é a matriz analógica que a faz ser uma coisa maravilhosa. Na verdade mesmo, o que eu penso é que, em termos de memória e conservação, a gente deveria era amar o digital.

    Conservar um cromo ou um negativo é bonito, é legal, tem sua magia e deve ser valorizado. Porém, a matéria é fraca: queima, suja, arranha, rasga, molha, pega fungo. Por mais que cuidemos da matéria, ela continua matéria e se degrada. A vida longa para a fotografia começa com a digitalização. Se, por um lado, ainda temos uma cultura mal acostumada com arquivos digitais, que acabam se perdendo em HDs mal organizados, em falta de backups e em formatos obsoletos, por outro, o digital em seu potencial informático é perfeito para que as coisas durem para sempre.

    Afinal de contas, a imagem digital (seja capturada digitalmente ou digitalizada a posteriori) é pura informação. Informação intacta, pronta para ser lida a qualquer momento. Sem arranhões, sem manchas de digitais e sem fungos. Apenas pixels simulados por programas capazes de transformar “magicamente” alguns algoritmos em uma imagem – aquela mesma imagem que capturamos um dia, como fotógrafos. Os códigos se mantêm, como informação que são. O papel se acaba. A película se acaba. C’est La vie…

    Ps – Lembrando que os HDs, pen drives, CDs e DVDs também se acabam, como matéria que também são. Ah! E servidores podem sair do ar. Ou seja, tratemos que guardar nossas informações preciosas (leia-se fotografias) em mais de um suporte. Concluindo: vamos começar a valorizar de verdade essa história de backup, na mesma proporção com que devemos valorizar essa história de digitalização…

  9. Fábio Messias disse:

    Queria deixar umas palavrinhas aqui sobre algo específico do texto: os valores cobrados para escanear algo em alta resolução.

    Já trabalhei em um bureau de pré-impressão, daqueles que faziam muito trabalho pra agências de publicidade, inclusive escanear cromos. Tinhamos um scaner incrível, Tango, cilíndrico (era quase da minha altura verticalmente, uma máquina gigantesca), a melhor coisa pra escanear cromos (acho que até hoje).

    Só que, por ter trabalhado lá e aprendido como se escaneia em um escaner cilíndrico, o fato que me deixa besta quando alguém diz que para escanear um cromo para dar saída em 15x10cm é 5 reais (chutando, tá, pra efeito comparativo, como já escaneei por aqui) e para dar saída em 90×60 é 240 reais, é a questão de que NÃO HÁ DIFERENÇA ENTRE AS DUAS FORMAS DE ESCANEAR ESSE CROMO NOS DOIS FORMATOS. É simplesmente escolher lá no programa: 300 dpi ou 2400 dpi. Não há know-how que banque esse valor. Não há! E nunca vi aqui em SP gente falando que cobra mais por ter cuidado com o negativo e sim porque era EM ALTA RESOLUÇÃO (e olha que não era nem um scaner cilíndrico). Como assim??? Você muda isso no apertar de um botão. Óbvio que há um know-how, um treinamento de como escanear bem, manusear o scnar, etc, mas isso também está sendo aplicado exatamente da mesma forma ao se escanear para o formato de 15x10cm. O tempo de espera do escaneamento (o custo hora x máquina que eles adoram falar) também não é lá muito maior, não justifica o aumento absurdo de preço. O que está errado? O preço do escaneamento pra 15×10? Óbvio que não…

    Falo aqui ou na lata do cidadão, pra qualquer empresa ou escaneador que cobre 240 reais (já vi aqui em SP por mais de 350 reais) para escanear um cromo para dar saída em formato maior, que isso é de uma safadeza (ou esperteza, essa cultura tão brasileira, hehe) tão grande que simplesmente não dá pra engolir…

    ***

    Parabéns pelo blog, meninas! Está demais!!! E muito obrigado pelo espaço no Flickrweek!!! 🙂

    Bjos!

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