3 respostas para Diálogo 24 – Do Fotojornalismo ao Antifotojornalismo

  1. Acho que é bom por aí, Afonso. Passamos muito mais por uma crise do jornalismo. O fotojornalismo, por sua própria natureza, se adapta, se reinventa. E acho que os fotojornalistas que mais têm trabalhos destacados hoje, estão fora dos jornais e agências. Belo texto.

  2. Ana Lira disse:

    Afonso, achei bem oportuna essa sua intervenção porque uma das coisas que tentei pautar na minha discussão no texto de Priscilla Buhr, há três semanas, e não consegui muito bem é que se pode pensar em autoralidade no fotojornalismo porque os seus meios de divulgação não são apenas os jornais. O repórter pode fazer a pauta e disponibilizar os conteúdos não publicados – ou os desdobramentos que ele por ventura venha fazer dos temas pelos quais ele se interessou em outros lugares, como bem pontuou Daniel Marenco. Há caminhos. Isso é o mais importante.

  3. Chico Peixoto disse:

    de repente fica menos complicado entender esse processo de renovação quando deixamos de categorizar o fotojornalismo (todas as modalidades fotográficas, na verdade) a partir de suas características operacionais e passamos a fazê-lo em função de seu propósito. algo mais ou menos assim: espontânea? produzida? iphone? celular? DSLR? jornal? site? rede social? rua? bairro? cidade? país? continente? imprensa? cidadão? individual? coletiva? vale, desde que legitime o compromisso de comunicar acontecimentos socialmente relevantes.

    assim sendo, seria mesmo adequado, por exemplo, usar a expressão “casamento estilo fotojornalismo” para categorizar o registro espontâneo de uma cerimônia? será que toda união demanda um propósito jornalístico? a diversificação do fotojornalismo não pode ser atrelada a situações desse tipo. infelizmente há quem insista, inclusive fotógrafos.

    o fotojornalismo está se moldando aos novos tempos, mas será que o fotojornalista está vivenciando o fenômeno também? não dá pra negar que esse novo momento está diretamente ligado aos avanços tecnológicos, que se desenrolam em ritmo frenético, quase sempre devido a aspectos mercadológicos. e quem não acompanhar o ritmo, seja por saudosismo, falta de dinheiro ou pura dificuldade de acesso a essas novas tecnologias? é animador ler que uma coisa não exclui as outras. mas será que apenas isso é garantia?

    eu trago essas questões porque sempre fico pensando nas verdadeiras necessidades de um mundo que se atualiza em intervalos cada vez mais curtos de tempo. o pior é que em geral minhas conclusões são as mesmas: só o tempo pode dizer.

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