Podia ficar olhando pra sempre esta foto de Cássio Vasconcelos

Cássio Vasconcelos

“De uma cidade, não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá as nossas perguntas”,  era o que falava para mim Ítalo Calvino, enquanto eu olhava as fotografias de Cássio Vasconcelos.

Assim como as Cidades Invisíveis de Calvino, para mim, as cidades de Cássio estão além dos espaços geográficos, elas são uma conversa sobre a complexidade humana que divide o mesmo lugar.

E exatamente como numa viagem, suas fotografias iam me apresentando as cidades. Algumas eu conhecia e elas já faziam parte da minha geografia afetiva, mas essas cidades não eram as mesmas onde eu havia caminhado, elas se revelaram com outras cores e outras formas.

Estou aqui. Estou olhando para essa foto de São Paulo e para as respostas que ela me dá. Estou aqui. Conversando com a cidade, com minhas inquietações e meus questionamentos. Essa fotografia parece se mover e eu me movo junto com ela, de uma maneira, até então, desconhecida. Ela parece me oferecer os segredos de São Paulo, multiplicando em mim, seus territórios. Fazendo crescer pontos íntimos e ficcionais, que se distanciam, para me levar em direção a descoberta do outro, da problemática de um mundo que está além de mim mesma.

E já são muitas as respostas.

E eu aproveito cada uma delas que essa imagem-cidade me dá.

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