Plataforma – Penna Prearo

Linha do tempo | Penna Prearo

“Só agindo nós descobrimos o que é errado ou certo… No final, o que conta é o trabalho duro.”

É essa frase de Beatrice Wood que abre o site do fotógrafo Penna Prearo e que parece resumir a impressão que tive quando o conheci. Prearo mostrava seu trabalho e explicava um pouco do seu percurso e de como ele se encontrou numa fotografia mais conceitual. E foi fotografando um tanto de coisas diferentes que ele descobriu o que era certo e errado na sua fotografia.

Penna Prearo passeia por temas bem diferentes: da música à psicanálise, passando pelo universo feminino, a mitologia e morte. E questiona todos. Suas fotografias me parecem perguntas, parecem lançar uma problemática sobre os temas que ele resolve fotografar. Os títulos de seus trabalhos conversam muito com as imagens e contribuem para criar um diálogo com os símbolos, os personagens e os lugares onde suas fotos foram realizadas.

Jornada do Alumbramento de Apollo | Penna Prearo

No ensaio Jornada de alumbramento de Apolo uma cabeça do deus greco-romano Apolo aparece em lugares bem diferentes: dentro d’água, entre vegetais, em paisagens campestres, ruinas e também em cenas urbanas. E como se Apolo, deus da Beleza, da Perfeição, da Harmonia e da Razão e também da divina distância, que presidia sobre as leis das constituições das cidades, nos mostrasse sua experiência singular nesses espaços, como se nos falasse de uma extraordinária liberdade no ir e vir. E quisesse nos fazer refletir sobre o que estamos fazendo com nossos lugares no presente e se perguntasse como os estamos vivendo.

Transmutantes | Penna Prearo

Um outro ensaio que me chama atenção é o Transmutantes, onde Prearo fotografa mulheres com rostos cobertos por tecidos, máscaras e outros objetos, deslocadas tanto no espaço como em seus próprios personagens. Um discurso outro sobre o feminino que fala de identidade e sexualidade.

Quem você pensa que é | Penna Prearo

Há vários trabalhos no site e vale olhar todos para depois descobrir como eles se relacionam entre si. Fico imaginado que Prearo constroi uma grande narrativa, como se contasse a história de alguém, suas descobertas estéticas e filosóficas e respectivas reflexões, como se falasse das relações sociais que fazem parte da vida de um personagem imaginário que também é cada um de nós.

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